Acho sempre interessante quando vejo alguém reclamando que os filhos (principalmente adultos) não ligam, não se importam, não têm interesse na própria família. Também sempre gosto de prestar atenção nas crianças tidas como "problemáticas": o tinhoso da sala de aula, a brigona, o malandrão. Já convivi com muitos exemplos de piás "pestes", e posso falar que nesses casos que vi / vivi de perto, 99% eram carentes de pai e/ou mãe.
Muitos pais trabalham demais e quando estão em casa querem sossego - sem os filhos. "Dá um iPad pro guri sossegar, liga o Discovery Kids pra ela ficar quieta". E assim vai sendo cortada uma relação... E logo ali, dobrando a esquina da vida, a mãe vai querer saber da aula e o guri não vai responder porque, ai que saco, é sempre igual, não tô a fim de falar. O pai vai ter interesse no curso da filha, que tá com pressa pra sair e deixa pra conversar outra hora.
Veja só, eu também ligo a tv pras gurias verem e eu poder cozinhar em paz, deixo o computador liberado pra elas enquanto eu jogo Candy Crush quando tô no banheiro. Também sou gente, preciso de tempo pra mim. Só não posso querer o tempo TODO pra mim, porque ele passa tão-tão rápido, que quando eu finalmente ganhar a fase 74 as gurias já tão batendo a porta e indo pra rua.
Uma das coisas mais importantes que aprendi com a maternidade - a minha e a dos outros - é que se tu quer dar um bom exemplo, SEJA UM BOM EXEMPLO. Quer atenção? Dá atenção. Quer carinho? Dá carinho. Quer respeito? Respeita.
Não adianta exigir que teus filhos falem as palavrinhas mágicas (bom dia, por favor, obrigada, com licença, me desculpa, etc) se tu não usa nas coisas básicas dentro da tua casa. Já fui repreendida pela Nina quando ela era bem pequena com esse tipo de coisa. "Como se diz, mãe?" AH, É, OBRIGADA! "Muito bem, mamãe!". Hehehe!
Pense bem no que tu tá dando pro(s) teu(s) filho(s) hoje. Tudo depende de ti!
"And in the end, the love you take is equal to the love you make" (The Beatles)
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